“Pela primeira vez em anos, dá para dizer que o Kaká cogita, sim, jogar no São Paulo.” A frase é de um amigo de Kaká, que trabalha para o meia desde 2003, quando ocorreu a transferência para o Milan.
O sonho do Tricolor em repatriar uma de suas maiores revelações é antigo. Nas últimas três janelas de transferência, alguém do clube sempre entrou em contato, para saber sua situação. Quase sempre, as ligações partiram de Milton Cruz, auxiliar técnico do São Paulo.
A resposta era a mesma: “ainda não chegou a hora”. Além da diferença financeira entre os salários pagos na Europa e no Brasil, pesava a vontade do meia em continuar fazendo sucesso no exterior.
Mas os tempos mudaram, de acordo com outro parceiro de Kaká. “Ele vive um momento diferente em relação a sua família e, talvez, jogar no Brasil possa ser uma solução”, explica, referindo-se à possibilidade do fim do casamento com Carol Celico.
“Só que ainda existem diversas coisas a serem resolvidas. Diversas, mesmo”, salienta, referindo-se, por exemplo, à rescisão do contrato com o Milan – há uma cláusula que o permite sair de graça, porque o clube não se classificou para a Liga dos Campeões. Porém, a torcida tem feito pressão para sua permanência.
A concorrência também é forte. O Orlando City, adversário do Tricolor na excursão pelos Estados Unidos, nos próximos dias, já procurou o pai de Kaká para iniciar negociações.
Sem contar na questão salarial. Ele atualmente recebe R$ 2,5 milhões por mês. Rogério Ceni, o jogador mais bem pago no Morumbi, recebe aproximadamente R$ 700 mil.
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